Muitas vezes no Brasil, o termo Home Care é usado de forma indevida, como se tivesse o mesmo significado de internamento domiciliar. O Home Care não quer só dizer internamento domiciliar, mas sim cuidados no lar. É importante entendermos o sentido real da palavra e fazermos distinção entre os dois conceitos, pois a interpretação inadequada traz graves conseqüências para o bom desenvolvimento dessa modalidade. O internamento domiciliar é apenas um dos muitos serviços que uma empresa de Home Care presta.
O Home Care é, portanto, uma modalidade abrangente de oferta de serviços em saúde, com vários programas e atividades, inclusive, os relacionados com a prevenção e educação do paciente. A empresa de Home Care empenha-se na provisão de uma série de serviços, tais como: Atendimento Domiciliar de Saúde, Assistência Domiciliar de Saúde, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Nutrição, Consultas, Acompanhamento Médico Domiciliar, Serviços de Apoio a Idosos etc., assim como, programas especializados na área de gerenciamento da saúde de populações de paciente de alto risco, além do Internamento Domiciliar de Saúde e muitos outros programas que visam a recuperação e a manutenção da saúde.
Cada serviço ou programa oferecido pelo Home Care não representa por si só a modalidade, mas sim, um dos serviços que ação oferece aos seus pacientes.
Um dos serviços mais importantes de uma empresa de Home Care é o Internamento Domiciliar de Saúde. Esse internamento visa atender às necessidades de pacientes que precisam de internamento hospitalar, mas que apresentam um quadro clínico estável, suficiente para permanecer em ambiente extra-hospitalar. Para ser mais bem compreendido, o serviço de Internamento Domiciliar de Saúde pode ser visto como um hospital no lar. O paciente que tem necessidade de internamento hospitalar, também pode ser "hospitalizado" (internado) em casa, dependendo do seu quadro clínico.
Compreender esse conceito é fundamental, tanto para a fonte pagadora, quanto para o cuidador e para o paciente, pois ajuda a evitar os aborrecimentos relativos a questionamentos sobre cobertura de benefícios e à expectativa de cuidados de longo prazo.
Ao considerarmos o serviço de Internamento Domiciliar de Saúde como um "internamento hospitalar", os critérios de inclusão e de alta são, em sua maioria, os mesmos. Porém, com algumas diferenças. Essas diferenças são basicamente técnicas e dizem respeito à estabilidade ou gravidade do quadro clínico do paciente.
Por exemplo, um paciente que se encontra instável hemodinamicamente, não está qualificado para ser transferido para o regime de internamento domiciliar. Por outro lado, um paciente que está hemodinamicamente estável (como um paciente que deveria ser internado em um hospital para receber terapia com antibióticos endovenosos, para o tratamento de uma pneumonia, por exemplo), encontra-se qualificado para receber esses cuidados em sua residência (internamento domiciliar).
Quanto aos critérios para a alta do paciente, o internamento domiciliar difere do hospitalar apenas quando o quadro clínico do paciente se agrava. Pode ocorrer que, em virtude da necessidade de recursos mais sofisticados, o paciente receba alta do programa de internamento domiciliar , para ser transferido para o sistema hospitalar. Por outro lado, o paciente que completou satisfatoriamente a terapia prescrita (,) receba alta diretamente do internamento domiciliar.
Edvaldo de Oliveira Leme, RNC.