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    Participação do Médico no Home Care
 

A participação do Médico no desenvolvimento do Home Care no Brasil

A participação da classe médica brasileira ,nesta fase de crescimento do Home Care, tem sido significativa, porém existem algumas exceções que por intermédio da falta de melhor conhecimento da modalidade dão origem a certas barreiras:
  • por não saberem que existe esta modalidade de prestação de serviços em saúde;
  • Receio de perder o paciente para o sistema Home Care;
  • Receio de perder honorários relacionados com as visitas feitas ao consultório;
  • Receio de perder honorários relacionados com suas visitas ao hospital;
  • Muitos médicos possuem interesse econômico nos hospitais em que trabalham, e a idéia da perda de permanência do paciente, quando transferido para os serviços extra-hospitalares, pode causar problemas orçamentários;
  • Receio de que seus clientes não recebam tratamento e avaliação adequados em domicílio;
  • A idéia de que o Home Care é só para doentes idosos e/ou crônicos.

Embora todas as exceções sejam significativas, elas devem ser reexaminadas, tendo em vista o rápido crescimento , a importância da modalidade Home Care e os recentes avanços neste campo.

Explanação:
  • O receio da perda do paciente, quando o mesmo é incorporado ao sistema Home Care é originado pela falta de conhecimento dos procedimentos nesta área: o médico jamais perde o controle de seu paciente, pois somente ele pode prescrever os serviços de Home Care e subseqüentes tratamentos; a não ser que, por sua própria autorização e a do paciente ou cuidador, outros médicos, incluindo o próprio médico da empresa Home Care, possam também prescrever tratamentos para esse paciente. Em outras palavras, o médico mantém total controle sobre o tratamento de seu paciente e ainda dispõe do benefício de manter um colega médico na retaguarda. O médico da empresa de Home Care atua somente como um apoio ou elo entre o paciente e o médico titular, quando isto é necessário.
  • O médico titular não perde seus honorários relacionados com as visitas ao seu consultório, pois muitas vezes, o paciente é transportado para o local da consulta, ou o médico titular vai até o paciente.
  • O médico titular não perde seus honorários hospitalares, pois a agência de Home Care prevê o pagamento destes honorários em regime extra-hospitalar.
  • Para o médico titular que também é proprietário do hospital onde o internamento ocorre, cabe a análise dos benefícios relacionados com a liberação de leitos para casos mais complexos e o benefício de estar distanciando seu paciente do risco de adquirir uma infecção hospitalar.
  • O receio com relação à qualidade do atendimento tem o seu fundamento, pois quando o médico titular transfere o seu paciente para os cuidados de uma falsa empresa de Home Care, que não possui a experiência e os recursos necessários para cuidar de seu paciente, ele está colocando a vida do mesmo em risco. Porém, quando o médico titular procura conhecer a empresa de Home Care antes de transferir seu paciente, ele não tem nada a temer.
  • Conceitos equivocados sobre cuidados médicos extra-hospitalares têm mantido muitos pacientes internados em hospitais, os quais poderiam estar se beneficiando do sistema Home Care.
  • A idéia de que o Home Care é somente para pacientes crônicos ou idosos nasceu das primeiras interpretações sobre essa modalidade no Brasil. Tais preconceitos se materializaram numa portaria do Ministério da Saúde, que previa a utilização do Home Care pelo SUS, parametrizando erroneamente a utilização do sistema Home Care. Quem conhece o Home Care sabe que, da mesma forma como o hospital não tem parâmetros de idade, grau ou cronicidade de enfermidade, mas sim regras claras de qualificação que visam apenas a segurança do paciente, também o Home Care pode ser para todos, contanto que haja indicação.

Edvaldo de Oliveira Leme, R.N.C., C.D.O.N./L.T.C.

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