Nesta página especial, o Portal Home Care publicará suas correspondências enviadas às várias entidades físicas e jurídicas de interesse à atividade de Home Care. Aqui o leitor terá a oportunidade de ler as comunicações, assim como as respostas enviadas pelos ao Portal Home care pelas entidades. Acreditamos que seja uma evidência do interesse e nível de envolvimentos das partes solicitadas. Temos muito que aprender e ensinar nesta grande trajetória do Home Care no Brasil.
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De: Portal Home Care
Para: SIMPRO
Assunto: Uso de tabelas referenciais pelos Planos de Saúde
Data: 16 de janeiro de 2006
Texto:
Senhores,
Na área de Home Care no Brasil existe uma grande tendência para a utilização de tabelas referencias pelos Planos de Saúde, principalmente os Auto-gestores. Estas tabelas "referenciais" muitas vezes não representam a realidade de mercado. Porém, estas fontes pagadoras insistem em utilizá-las. A equipe do Portal Home Care gostaria de saber vossa opinião a respeito desta prática, e se existe algum forte argumento para a não utilização das mesmas.
Resposta:
De: Sérgio Gallinari
Para: Portal Home care
Assunto: Tabelas referenciais
Data: 17 de janeiro de 2006
Texo:
"As listas de materiais hospitalares divulgadas pela Simpro, são encaminhadas por fabricantes ou importadores. O conteúdo das listas, os itens incluídos e excluídos, os valores e índices de reajustes praticados, são de responsabilidade exclusiva das empresas que autorizam a publicação, com total liberdade para agir em razão da inexistência de regulamentação e regulação por parte do governo. Reconhecemos que de fato, vários preços disponibilizados para fins de publicação, não refletem a realidade dos preços de venda para os hospitais e distribuidores, entretanto a Simpro é cada vez mais utilizada pelas operadoras, porque limita a liberdade dos hospitais para faturar, possibilitando uma melhor gestão de custos. Portanto, apesar das discrepâncias, o parâmetro Simpro é a melhor referência que as operadoras dispõem para análise de contas hospitalares, e negociações de contratos com os hospitais porque possibilita negociar margem zero de comercialização, margem positivas ou negativas, conforme o poder de argumentação e habilidade de cada operadora. Do lado dos hospitais, apesar de limitar o faturamento a Simpro também interessa por se tratar do melhor parâmetro que as operadoras dispõem para negociar. Ocorre que muitas instituições tem cometido abusos, de tal ordem, que obrigou o governo a agir, divulgando em 21.12.2005, no “site” da ANVISA, a Consulta Pública 92. Referida Consulta Pública tem por finalidade criar uma Resolução da Diretoria Colegiada (RDC), exclusivamente para regulamentar "Produtos para a Saúde" incluindo mecanismos de regulação e monitoramento do mercado. Nossa expectativa é que em breve o mercado tenha parâmetros oficiais de preços, semelhantes ao que já existe para medicamentos, possibilitando maior transparência nas relações entre os tomadores e prestadores de serviços, e o tão almejado equilíbrio econômico financeiro, fundamental para o crescimento da saúde suplementar em nosso país.
Sérgio Gallinari
Diretor Executivo
Simpro Publicações e Teleprocessamento Ltda
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De: Portal Home Care
Para: SIMPRO/Sérgio Gallinari
Assunto: Uso de tabelas referenciais pelos Planos de Saúde
Data: 18 de janeiro de 2006
Texto:
Senhores,
As tabelas referenciais das quais nos referimos no e-mail inicial são as tabelas referenciais criadas pelas próprias seguradoras, e que com freqüência, não são atualizadas por anos a fio, e não a tabela SIMPRO. Muitos leitores do Portal Home Care, dos quais 95% são proprietários ou administradores de serviços de Home Care aprovam a utilização da SIMPRO como tabela referencial. Gostaríamos de conhecer sua opinião a respeito da utilização, pelos Planos de Saúde, destas tabelas próprias.
Resposta:
De: Sérgio Gallinari
Para: Portal Home care
Assunto: Uso de tabelas referenciais próprias pelos Planos de Saúde
Data: 20 de janeiro de 2006
Texo:
A iniciativa de algumas seguradoras em adotar "tabelas próprias" de materiais hospitalares, reflete o desespero para reduzir custos e trazer a sinistralidade a níveis suportáveis.
Como era de se esperar, a negociação destas tabelas tem fracassado, exceto casos em que são impostas aos hospitais sob ameaça de rescisão de contrato.
Desconhecemos os critérios que as operadoras adotam para criar "tabelas próprias", porém não vemos outras além destas duas alternativas:
- Levantar os custos médios dos materiais cobrados pelos hospitais, e "congelar" estes custos durante determinado período
- Utilizar os preços da Simpro como base para construção de suas tabelas próprias, também congelando-os por determinado período
A primeira opção não é segura porque mesmo usando uma amostragem significativa de contas para levantar os custos praticados, é impossível a correta identificação dos produtos quanto a fabricantes, nomenclaturas e especificações, informações estas que raramente são apresentadas nas contas hospitalares.
A segunda alternativa sem dúvida é mais viável, pelo fato da Simpro possuir um padrão de códigos e nomenclaturas, e ser referência nacionalmente conhecida, com excelente aceitação junto a hospitais e operadoras. Entretanto a construção de "tabelas próprias" a partir dos parâmetros Simpro, se configura infração ao contrato de licença de uso do Sistema VideoFarma, sujeitando os infratores a penalidades legais.
Quanto ao "congelamento" das tabelas, a nosso ver a manutenção de preços inalterados por determinado período deve igualmente ser negociado, jamais imposta unilateralmente por uma das partes.