Em ordem da esquerda superior à direita inferior: Úlceras de pressão estádios I, II, III e IV ilustradas.
A informação que segue foi traduzida a partir das diretivas publicadas pela AHCPR dos Estados Unidos da América, e são consistentes com as recomendações da “National Pressure Ulcer Advisory Panel (NPUAP)”.
Stage 1 (estádio I)
O local apresenta uma hiperemia em pele intacta que, ao sofrer pressão de superfície, não se torna temporariamente pálida, mantendo hiperemia, indicando um início de lesão ulcerativa. Em indivíduos de pele escura, a descoloração da pele, calor, edema e enduração, podem, também, ser indicativos de lesão por decúbito.
Stage 2 (estádio II)
O local afetado se apresenta com a perda parcial de espessura da pele envolvendo a epiderme, derme ou ambas as camadas. A úlcera é superficial e apresenta-se como uma abrasão, bolha, ou cratera rasa na pele.
Stage 3 (estádio III)
A lesão apresenta envolvimento da espessura total da pele podendo ter danos ou necrose do tecido subcutâneo podendo estender-se até a fáscia. Este tipo de úlcera se apresenta clinicamente como uma cratera profunda, com ou sem o prejuízo de tecidos adjacentes.
Stage 4 (estádio IV)
A lesão apresenta envolvimento de espessura total da pele com destruição extensiva, necrose de tecido, ou danos ao tecido muscular, osso, ou estruturas de apoio como tendão, cápsula de junta. Formação de túneis também podem estarem associadas com uma úlcera estádio 4.
Estadiamento Reverso
Estudos clínicos indicam que, conforme úlceras profundas se cicatrizam, o músculo, gordura e pele perdidos não são repostos pelo organismo. Ao invés disso, tecido de granulação preenche o defeito antes da re-epitelialização. Dado esta informação, não é apropriado documentar o cicatrização usando o método de Estadiamento Reverso. Por exemplo, uma úlcera de pressão estádio III não se torna um estádio II ou estádio I em sua documentação durante o processo de cicatrização. O clínico deve documentar o progresso observando a melhora nas características (proporção, profundidade, volume de tecido necrótico, volume de exudato etc.). Etc.). [Obtido:do relatório NPUAP Vol.4, No.2, Setembro, 1995]
Edvaldo de Oliveira Leme, RNC.